Marilyn Monroe (née Norma Jeane Mortenson), por Geroge Barris, fotógrafo
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sábado, setembro 01, 2018
quarta-feira, agosto 01, 2018
quinta-feira, julho 12, 2018
quinta-feira, junho 07, 2018
Cassandra, a feliz
We’d break the city’s unfeeling clutch
And back to good Mother Earth we’d go,
With Birds and blossoms and such-and-such,
And love and kisses and so-and-so.
We’d build a bungalow, white and green,
With rows of hollyhocks, all sedate.
And you’d come out on the five-eighteen
And meet me down at the garden gate.
We’d leave the city completely flat
And dwell with chickens and cows and bees,
‘Mid brooks and bowers and this and that,
And joys and blisses and those and these.
We’d greet together the golden days,
And hail the sun in the morning sky.
We’d find an Eden—to coin a phrase—
The sole inhabitants, you and I.
With sweet simplicity all our aim,
We’d fare together to start anew
In peace and quiet and what’s-its-name,
And soul communion, or what have you?
But oh, my love, if we made the flight,
I see the end of our pastoral plan . . .
Why, you’d be staying in town each night,
And I’d elope with the furnace man.
Cassandra Drops Into Verse,
Dorothy Parker (née Dorothy Rothschild),
poetisa (51º aniversário de sua morte)
quinta-feira, maio 10, 2018
segunda-feira, abril 23, 2018
sexta-feira, março 23, 2018
Un soneto me manda hacer Violante
Un soneto me manda hacer Violante
que en mi vida me he visto en tanto aprieto;
catorce versos dicen que es soneto;
burla burlando van los tres delante.
Yo pensé que no hallara consonante,
y estoy a la mitad de otro cuarteto;
mas si me veo en el primer terceto,
no hay cosa en los cuartetos que me espante.
Por el primer terceto voy entrando,
y parece que entré con pie derecho,
pues fin con este verso le voy dando.
Ya estoy en el segundo, y aun sospecho
que voy los trece versos acabando;
contad si son catorce, y está hecho.
que en mi vida me he visto en tanto aprieto;
catorce versos dicen que es soneto;
burla burlando van los tres delante.
Yo pensé que no hallara consonante,
y estoy a la mitad de otro cuarteto;
mas si me veo en el primer terceto,
no hay cosa en los cuartetos que me espante.
Por el primer terceto voy entrando,
y parece que entré con pie derecho,
pues fin con este verso le voy dando.
Ya estoy en el segundo, y aun sospecho
que voy los trece versos acabando;
contad si son catorce, y está hecho.
Félix Lope de Vega y Carpio, poeta, dramaturgo
quinta-feira, novembro 23, 2017
Ma mignonne
Ma mignonne,
Je vous donne
Le bon jour;
Le séjour
C’est prison.
Guérison
Recouvrez,
Puis ouvrez
Votre porte
Et qu’on sorte
Vitement,
Car Clément
Le vous mande.
Va, friande
De ta bouche,
Qui se couche
En danger
Pour manger
Confitures;
Si tu dures
Trop malade,
Couleur fade
Tu prendras,
Et perdras
L’embonpoint.
Dieu te doint
Santé bonne,
Ma mignonne.
Je vous donne
Le bon jour;
Le séjour
C’est prison.
Guérison
Recouvrez,
Puis ouvrez
Votre porte
Et qu’on sorte
Vitement,
Car Clément
Le vous mande.
Va, friande
De ta bouche,
Qui se couche
En danger
Pour manger
Confitures;
Si tu dures
Trop malade,
Couleur fade
Tu prendras,
Et perdras
L’embonpoint.
Dieu te doint
Santé bonne,
Ma mignonne.
A une Damoyselle malade, Clément Marot, poeta, pelo seu 526º aniversário
sexta-feira, julho 07, 2017
Mnemónica do Sistema Solar
Maria Mercúrio Mother
Veio Vénus Very
Trazer Terra Thoughtfully
Mais Marte Made
Algumas Asteróides A
Jóias Júpiter Jelly
Sem Saturno Sandwich
Usufruir Urano Under
Nenhum Neptuno No
Prémio Plutão Protest
Mnemónica com a ordem dos planetas (9) do sistema solar, in Viajantes do Espaço (Have Space Suit - Will Travel), Robert A. Heinlein, escritor (100º aniversário do seu nascimento), tradução de Maria Nóvoa
quarta-feira, junho 15, 2016
Adeus, meu amor, adeus
Hear the wind sing a sad, old song
it knows I'm leaving you today
please dont cry or my heart will break
when I go on my way
goodbye my love goodbye
goodbye and au revoir
as long as you remember me
I'll never be too far
goodbye my love goodbye
I always be true
so hold me in your dreams
till I come back to you
see the stars in the sky above
they'll shine wherever I may roam
I'll pray every lonely night
That soon they'll guide me home
Goodbye, my love goodbye, Demis Roussos (Artemios Ventouris Roussos), cantor, 70º aniversário de seu nascimento
quinta-feira, abril 28, 2016
Eu gosto tanto de ti
Eu gosto tanto de ti que até me prejudico, Zeca (José) Medeiros, músico
Etiquetas:
Amor,
Ana,
Aniversário,
beleza,
Música
quarta-feira, abril 27, 2016
Visualizando a Marcha Russa
Carte figurative des pertes successives en hommes de l’Armée française dans la campagne de Russie en 1812-1813, Charles Joseph Minard, engenheiro
quinta-feira, dezembro 31, 2015
O Tempo Passa? Não Passa
O tempo passa? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.
O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.
Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.
O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.
São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer toda a hora.
E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama
escutou o apelo da eternidade.
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.
O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.
Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.
O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.
São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer toda a hora.
E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama
escutou o apelo da eternidade.
O Tempo Passa? Não Passa, Carlos Drummond de Andrade, poeta
quarta-feira, dezembro 30, 2015
O Amor
Estou a amar-te como o frio
corta os lábios.
A arrancar a raiz
ao mais diminuto dos rios.
A inundar-te de facas,
de saliva esperma lume.
Estou a rodear de agulhas
a boca mais vulnerável
A marcar sobre os teus flancos
o itinerário da espuma
Assim é o amor: mortal e navegável.
corta os lábios.
A arrancar a raiz
ao mais diminuto dos rios.
A inundar-te de facas,
de saliva esperma lume.
Estou a rodear de agulhas
a boca mais vulnerável
A marcar sobre os teus flancos
o itinerário da espuma
Assim é o amor: mortal e navegável.
O Amor, Eugénio de Andrade (José Fontinhas), poeta
terça-feira, dezembro 29, 2015
Ainda bem, idiota
Não me incomodam. Deixam-me ir.
Dizem que não pode acontecer nada.
Ainda bem.
Não pode acontecer nada. Tudo chega e gira
sempre em torno do Espírito Santo,
em torno de determinado espírito (tu sabes) —
que bem.
Não, realmente não deve pensar-se que haja
qualquer perigo nisso.
Sim, há o sangue.
O sangue é o mais pesado. O sangue é pesado.
Por vezes penso que não posso mais —
(Ainda bem.)
Ah, que linda bola;
vermelha e redonda como um Em-toda-a-parte.
Ainda bem que a criastes.
Ela vem quando se chama?
De que estranha maneira tudo se comporta,
apressa-se a juntar-se, separa-se nadando:
amigável, um pouco vago.
qualquer perigo nisso.
Sim, há o sangue.
O sangue é o mais pesado. O sangue é pesado.
Por vezes penso que não posso mais —
(Ainda bem.)
Ah, que linda bola;
vermelha e redonda como um Em-toda-a-parte.
Ainda bem que a criastes.
Ela vem quando se chama?
De que estranha maneira tudo se comporta,
apressa-se a juntar-se, separa-se nadando:
amigável, um pouco vago.
Ainda bem.
A Canção do Idiota, Rainer Maria Rilke, poeta
quinta-feira, dezembro 17, 2015
Sonata ao Luar
Sonata ao Luar (Sonata para piano n.º 14, Op. 27 n.º 2), Maria João Alexandre Barbosa Pires, pianista, obra de Ludwig van Beethoven, génio, no seu 245º aniversário
terça-feira, outubro 13, 2015
I am
I am: yet what I am none cares or knows,
My friends forsake me like a memory lost;
I am the self-consumer of my woes,
They rise and vanish in oblivious host,
Like shades in love and death's oblivion lost;
And yet I am! and live with shadows tost
Into the nothingness of scorn and noise,
Into the living sea of waking dreams,
Where there is neither sense of life nor joys,
But the vast shipwreck of my life's esteems;
And e'en the dearest--that I loved the best--
Are strange--nay, rather stranger than the rest.
I long for scenes where man has never trod;
A place where woman never smil'd or wept;
There to abide with my creator, God,
And sleep as I in childhood sweetly slept:
Untroubling and untroubled where I lie;
The grass below--above the vaulted sky.
I am, John Clarence, poeta
My friends forsake me like a memory lost;
I am the self-consumer of my woes,
They rise and vanish in oblivious host,
Like shades in love and death's oblivion lost;
And yet I am! and live with shadows tost
Into the nothingness of scorn and noise,
Into the living sea of waking dreams,
Where there is neither sense of life nor joys,
But the vast shipwreck of my life's esteems;
And e'en the dearest--that I loved the best--
Are strange--nay, rather stranger than the rest.
I long for scenes where man has never trod;
A place where woman never smil'd or wept;
There to abide with my creator, God,
And sleep as I in childhood sweetly slept:
Untroubling and untroubled where I lie;
The grass below--above the vaulted sky.
I am, John Clarence, poeta
domingo, setembro 20, 2015
A Gaivota
NINA: O que está a escrever?
TRIGORIN: São só uns apontamentos... Ocorreu-me agora mesmo um tema... (Mete o bloco de notas na algibeira) Um tema para um conto. Uma rapariga que passou a vida à beira de um lago. Assim, como você. Essa rapariga ama o lago, como uma gaivota. Um homem passa, olha para ela, e como não tem mais nada que fazer, destrói-a - como aquela gaivota ali.
A Gaivota, Ato II, Anton Pavlovitch Tchekov (Анто́н Па́влович Че́хов), dramaturgo, escritor
sábado, setembro 19, 2015
sexta-feira, setembro 18, 2015
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