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sábado, setembro 01, 2018

quinta-feira, junho 07, 2018

Cassandra, a feliz

We’d break the city’s unfeeling clutch
And back to good Mother Earth we’d go,
With Birds and blossoms and such-and-such,
And love and kisses and so-and-so.

We’d build a bungalow, white and green,
With rows of hollyhocks, all sedate.
And you’d come out on the five-eighteen
And meet me down at the garden gate.

We’d leave the city completely flat
And dwell with chickens and cows and bees,
‘Mid brooks and bowers and this and that,
And joys and blisses and those and these.

We’d greet together the golden days,
And hail the sun in the morning sky.
We’d find an Eden—to coin a phrase—
The sole inhabitants, you and I.

With sweet simplicity all our aim,
We’d fare together to start anew
In peace and quiet and what’s-its-name,
And soul communion, or what have you?

But oh, my love, if we made the flight,
I see the end of our pastoral plan . . .
Why, you’d be staying in town each night,
And I’d elope with the furnace man.

Cassandra Drops Into Verse, 
Dorothy Parker (née Dorothy Rothschild),
poetisa (51º aniversário de sua morte)

quinta-feira, maio 10, 2018

Berçário de estrelas

Aglomerado aberto com nebulosa NGC 346, 
Telescópio Espacial Hubble,
NASA, ESA e A. Nota (STScI/ESA)

segunda-feira, abril 23, 2018

Pescadores na noite

Fishermen at Sea, Joseph Mallord William Turner, pintor, no 243º Aniversário de sua morte

sexta-feira, março 23, 2018

Un soneto me manda hacer Violante

Un soneto me manda hacer Violante
que en mi vida me he visto en tanto aprieto;
catorce versos dicen que es soneto;
burla burlando van los tres delante.

Yo pensé que no hallara consonante,
y estoy a la mitad de otro cuarteto;
mas si me veo en el primer terceto,
no hay cosa en los cuartetos que me espante.

Por el primer terceto voy entrando,
y parece que entré con pie derecho,
pues fin con este verso le voy dando.


Ya estoy en el segundo, y aun sospecho
que voy los trece versos acabando;
contad si son catorce, y está hecho.
Félix Lope de Vega y Carpio, poeta, dramaturgo

quinta-feira, novembro 23, 2017

Ma mignonne

Ma mignonne,
Je vous donne
Le bon jour;
Le séjour
C’est prison.
Guérison
Recouvrez,
Puis ouvrez
Votre porte
Et qu’on sorte
Vitement,
Car Clément
Le vous mande.
Va, friande
De ta bouche,
Qui se couche
En danger
Pour manger
Confitures;
Si tu dures
Trop malade,
Couleur fade
Tu prendras,
Et perdras
L’embonpoint.
Dieu te doint
Santé bonne,
Ma mignonne.
A une Damoyselle malade, Clément Marot, poeta, pelo seu 526º aniversário

sexta-feira, julho 07, 2017

Mnemónica do Sistema Solar

Maria     Mercúrio     Mother
Veio     Vénus     Very
Trazer     Terra     Thoughtfully
Mais     Marte     Made
Algumas     Asteróides     A
Jóias     Júpiter     Jelly
Sem     Saturno     Sandwich
Usufruir     Urano     Under
Nenhum     Neptuno     No
Prémio     Plutão     Protest

Mnemónica com a ordem dos planetas (9) do sistema solar, in Viajantes do Espaço (Have Space Suit - Will Travel), Robert A. Heinlein, escritor (100º aniversário do seu nascimento), tradução de Maria Nóvoa

quarta-feira, junho 15, 2016

Adeus, meu amor, adeus


Hear the wind sing a sad, old song
it knows I'm leaving you today
please dont cry or my heart will break
when I go on my way



goodbye my love goodbye
goodbye and au revoir
as long as you remember me
I'll never be too far



goodbye my love goodbye
I always be true
so hold me in your dreams
till I come back to you



see the stars in the sky above
they'll shine wherever I may roam
I'll pray every lonely night
That soon they'll guide me home



Goodbye, my love goodbye, Demis Roussos (Artemios Ventouris Roussos), cantor, 70º aniversário de seu nascimento

quinta-feira, abril 28, 2016

quarta-feira, abril 27, 2016

Visualizando a Marcha Russa

Carte figurative des pertes successives en hommes de l’Armée française dans la campagne de Russie en 1812-1813, Charles Joseph Minard, engenheiro

quinta-feira, dezembro 31, 2015

O Tempo Passa? Não Passa

O tempo passa? Não passa 
no abismo do coração. 
Lá dentro, perdura a graça 
do amor, florindo em canção. 

O tempo nos aproxima 
cada vez mais, nos reduz 
a um só verso e uma rima 
de mãos e olhos, na luz. 

Não há tempo consumido 
nem tempo a economizar. 
O tempo é todo vestido 
de amor e tempo de amar. 

O meu tempo e o teu, amada, 
transcendem qualquer medida. 
Além do amor, não há nada, 
amar é o sumo da vida. 

São mitos de calendário 
tanto o ontem como o agora, 
e o teu aniversário 
é um nascer toda a hora. 

E nosso amor, que brotou 
do tempo, não tem idade, 
pois só quem ama 
escutou o apelo da eternidade. 
O Tempo Passa? Não Passa, Carlos Drummond de Andrade, poeta


quarta-feira, dezembro 30, 2015

O Amor

Estou a amar-te como o frio
corta os lábios.

A arrancar a raiz
ao mais diminuto dos rios.

A inundar-te de facas,
de saliva esperma lume.

Estou a rodear de agulhas
a boca mais vulnerável

A marcar sobre os teus flancos
o itinerário da espuma

Assim é o amor: mortal e navegável.
O Amor, Eugénio de Andrade (José Fontinhas), poeta

terça-feira, dezembro 29, 2015

Ainda bem, idiota


Não me incomodam. Deixam-me ir.
Dizem que não pode acontecer nada.
Ainda bem.
Não pode acontecer nada. Tudo chega e gira
sempre em torno do Espírito Santo,
em torno de determinado espírito (tu sabes) —
que bem.

Não, realmente não deve pensar-se que haja
qualquer perigo nisso.
Sim, há o sangue.
O sangue é o mais pesado. O sangue é pesado.
Por vezes penso que não posso mais —
(Ainda bem.)

Ah, que linda bola;
vermelha e redonda como um Em-toda-a-parte.
Ainda bem que a criastes.
Ela vem quando se chama?

De que estranha maneira tudo se comporta,
apressa-se a juntar-se, separa-se nadando:
amigável, um pouco vago. 
Ainda bem.

A Canção do Idiota, Rainer Maria Rilke, poeta

quinta-feira, dezembro 17, 2015

Sonata ao Luar

Sonata ao Luar (Sonata para piano n.º 14, Op. 27 n.º 2), Maria João Alexandre Barbosa Pires, pianista, obra de Ludwig van Beethoven, génio, no seu 245º aniversário

terça-feira, outubro 13, 2015

I am

I am: yet what I am none cares or knows,
My friends forsake me like a memory lost;
I am the self-consumer of my woes,
They rise and vanish in oblivious host,
Like shades in love and death's oblivion lost;
And yet I am! and live with shadows tost

Into the nothingness of scorn and noise,
Into the living sea of waking dreams,
Where there is neither sense of life nor joys,
But the vast shipwreck of my life's esteems;
And e'en the dearest--that I loved the best--
Are strange--nay, rather stranger than the rest.

I long for scenes where man has never trod;
A place where woman never smil'd or wept;
There to abide with my creator, God,
And sleep as I in childhood sweetly slept:
Untroubling and untroubled where I lie;
The grass below--above the vaulted sky.

I am, John Clarence,  poeta

domingo, setembro 20, 2015

A Gaivota


NINA: O que está a escrever?
TRIGORIN: São só uns apontamentos... Ocorreu-me agora mesmo um tema... (Mete o bloco de notas na algibeira) Um tema para um conto. Uma rapariga que passou a vida à beira de um lago. Assim, como você. Essa rapariga ama o lago, como uma gaivota. Um homem passa, olha para ela, e como não tem mais nada que fazer, destrói-a - como aquela gaivota ali.
A Gaivota, Ato II, Anton Pavlovitch Tchekov (Анто́н Па́влович Че́хов), dramaturgo, escritor

sábado, setembro 19, 2015

O lago

Озеро (Lago), Isaac Ilyich Levitan (Исаа́к Ильи́ч Левита́н), pintor